
Mais de cinco milhões de brasileiros nas universidades. Presenciamos um momento histórico depois de mais de uma década de explosão nas matrículas no ensino superior. Se o Brasil tem pressa para crescer, tem urgência na formação de profissionais. Será que as nossas escolas estão formando corretamente? Qual o papel da universidade?
O número de faculdades se multiplicou pelo país. O de universitários triplicou em apenas 15 anos e quem alimentou essa expansão foram particulares. Donas hoje de 70% ddas matrículas.
Há sete anos, o Ministério da Educação reforçou o controle de qualidade com a criação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - o Enade. Mas os resultados ainda estão longe do ideal.
Como acontece na escola, as instituições de ensino superior no Brasil passam por uma prova anual. A escala vai de um a cinco. As notas um e dois são como médias vermelhas no boletim escolar. E é o nível alcançado por quase metade das faculdades particulares, avaliadas em 2009. As melhores notas ficam com as públicas, mais de 30% delas tiveram boa avaliação, contra menos de 5% das privadas.
“É uma situação de inércia de baixíssima qualidade, mas em que todo mundo está feliz e esse é o problema. Se você não tem uma educação de bom nível, você jamais vai ter uma economia desenvolvida e isso precisa ser tanto na educação básica como cada vez mais hoje no ensino superior”, afirma o economista especializado em educação, Gustavo Ioschpe.
Visitamos a maior instituição de ensino superior do Maranhão. "Toda comissão do MEC que vem aqui, o nosso ponto que temos q melhorar é pesquisa, porque é um estado em que não tem”, conta Marcos Barros e Silva, pró-reitor acadêmico da Uniceuma.
Com falta de pesquisadores no Nordeste, a Uniceuma tenta atrair profissionais até de fora do Brasil. Investiu em infraestrutura e aumentou o salário inicial dos professores-doutores, segundo o reitor, para R$ 12 mil.
Fonte G1